História de Paramos

Data de 897 uma referência à Lagoa de Paramos, publicada nos Port.Mon.Hist.et Ch XII, num documento do mosteiro de Pedroso.Outra referência consta do Livro Preto da Sé de Coimbra e figura também nos Dipl. et Ch. sob o nrº XXV, datando de 922.O primeiro documento que faz menção da Vila de Paramos é de 1013, doação de Pelágio Gonsalvo a sua esposa da herdade que possuía em Esmoriz: " Villa ermorizo et cortalaza subtus castro de obile…quomodo dividet cum villa paramio" (Dipl. et Ch CCCXX). Num documento de 1050, publicado nos Dipl, et Ch. sob o nrº 378, encontra-se uma relação das vilas e fundos pertencentes a Gonsalvo Ibn Egas e sua mulher,D. Flâmula. Neste importante documento vêm citadas as vilas: " Arcozelo, Seixozello, Cerezedo,Anta, Olleiros, trabanca et radize de sancta maria e villa paramio integra per suos terminos et comparamus illa de comidesa domna tuda et de sua filia domna lluba iin una pretiada im alios CCC."Data de 897 uma referência à Lagoa de Paramos, publicada nos Port.Mon.Hist.et Ch XII, num documento do mosteiro de Pedroso.Outra referência consta do Livro Preto da Sé de Coimbra e figura também nos Dipl. et Ch. sob o nrº XXV, datando de 922.O primeiro documento que faz menção da Vila de Paramos é de 1013, doação de Pelágio Gonsalvo a sua esposa da herdade que possuía em Esmoriz: " Villa ermorizo et cortalaza subtus castro de obile…quomodo dividet cum villa paramio" (Dipl. et Ch CCCXX). Num documento de 1050, publicado nos Dipl, et Ch. sob o nrº 378, encontra-se uma relação das vilas e fundos pertencentes a Gonsalvo Ibn Egas e sua mulher,D. Flâmula. Neste importante documento vêm citadas as vilas: " Arcozelo, Seixozello, Cerezedo,Anta, Olleiros, trabanca et radize de sancta maria e villa paramio integra per suos terminos et comparamus illa de comidesa domna tuda et de sua filia domna lluba iin una pretiada im alios CCC."
Outros documentos referem-se à Vila de Paramos nestas remotas idades, fazendo delas menção a excelente monografia do Pe Manuel F. de Sá (Monografia de Paramos),publicada em 1937. Por um documento de 1128, publicado no Censual do Cabido do Porto, p. 342, sabe-se que no princípio do século XII, Paramos ainda era vila. Só na segunda metade do século XII ou logo no princípio, passou a ter a categoria de Freguesia, tendo sido o seu primeiro Pároco o Pe Pedro Domingues, mencionado nas Inquirições de D. Afonso III (1251). D. Afonso III, determinou que se fizesse uma inquirição sobre quatro herdades desta freguesia, de que se dizia directo senhorio o Mosteiro de Pedroso.Foi publicada a mesma por João Pedro Ribeiro nas Dissert.Cronol.vol.I,doc nr 89 do Apêndice. As inquirições de D.Dinis também se referem a Paramos.
Na vila da Paramos havia uma quinta de João Nogueira e outra de Lourenço Anes, que eram honradas e honravam a vila onde se encontravam. Esta quinta de João Nogueira era a mesma que D.Tuda vendeu a Gonsalvo Ibn Egas, e já seria honrada desde o século X. Foi esta freguesia uma reitoria de apresentação alternativa dos colégios da Companhia e das Artes de Coimbra, passando depois para apresentação da Universidade.
Aproveitou Paramos, do Foral da Feira, dado por D. Manuel em Lisboa, a 10 de novembro de 1514. Como curiosidades refira-se que Paramos teve como donatário e então senhor, D. Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável e sereno herói de Aljubarrota, por doação do Rei D. Fernando I das terras de Santa Maria da Feira, as quais aquela integrava, à Casa do Condado de Barcelos, de que D. Nuno foi primeiro Conde. Terra honrada desde o século X, foi o seu penúltimo morgado Francisco Pinto Henriques de Meneses, fiel servidor da causa do Senhor D. Miguel, agraciado com a mais alta venera portuguesa, a " Torre e Espada " de Valor, Lealdade e Mérito.

Fonte: wikipedia